NOTÍCIAS IQF

Governo federal planeja focar em ferrovias em 2026

Fonte: Portal Açovisa Redação Portal Açovisa 14/01/2026

Após o “boom” de leilões rodoviários, o governo federal deverá voltar sua atenção principalmente ao setor ferroviário em 2026, com o objetivo de construir uma carteira de projetos de trilhos e destravar as licitações do segmento, segundo George Santoro, secretário-executivo do Ministério de Transportes.

“O setor de rodovias entrou em uma linha de produção. A modelagem já está ajustada, os projetos contratados, tudo está andando. Então, hoje dedico muito mais tempo para ferrovias do que para rodovias”, disse ele.

Em janeiro, o governo planeja soltar um edital de chamamento público para investidores interessados em recuperar trechos ferroviários entre Arcos (MG) e Barra Mansa (RJ), o chamado Corredor Minas-Rio. A ideia é que grupos se candidatem a assumir a ferrovia em regime de autorização (em que os ativos são totalmente privados). A previsão é que o leilão seja feito em abril. Trata-se de um primeiro teste desse modelo, segundo Santoro.

“Em fevereiro, fica pronto um estudo que encomendamos ao BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] para analisar toda a malha do país. Esse estudo vai dizer, no detalhe, o custo para recuperar cada trecho da malha ferroviária não utilizada. E, a partir desse trabalho, nossa ideia é tentar aprovar no TCU [Tribunal de Contas da União] uma solução com chamamentos públicos [para outras autorizações].”

“Setor de rodovias está ajustado. Hoje, dedico muito mais tempo a ferrovias”. — George Santoro.Outra iniciativa avançada é o novo Anel Ferroviário Sudeste, a ferrovia EF-118, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nos últimos dias de dezembro o projeto, para que seja enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU). O governo prevê soltar o edital em março, para fazer o leilão em junho. O empreendimento deverá receber um aporte público em torno de R$ 4,5 bilhões, com recursos vindos das renegociações contratuais do governo com a MRS, a Rumo e dos pagamentos já efetuados pelas concessionárias.